As crises mais dramáricas enfrentadas pelo Brasil ao longo de sua história devem-se a falta de dólares ou de vergonha na cara para honrar compromissos internacionais assumidos pelo governo e suas empresas.
Desprovidos de qualquer base teórica sólida, governos sucessíveis defenderam, sem enrusbecer, a tese de que o atraso do país se devia a dependência financeira externa. Uma espécie de pecado original.
Lula quando eleito disse que honraria o pagamento da dívida.
Fez mais do que isso. Na semana passada o Banco Central anunciou pela primeira vez na história, que o Brasil passou de DEVEDOR para CREDOR exerno.
Na prática, se todos os países fizessem um encontro de acerto de contas financeiras, o país teria mais a receber do que a pagar.
Com esse feito, o Brasil fica ainda mais próximo do chamado grau de investimento (investment grade) o selo de qualidade concedido as nações que tem baixíssimo risco de dar um calote na sua dívida. Não se pode desprezar o simbolismo desse fato.
A primeira renegociação da dívida externa ocorreu ainda no império, em 1829.
Ao longo de sua história, o Brasil deixou de honrar seus compromissos externos outras seis vezes. A última delas em 1987 no governo de José Sarney, depois do fracasso do Plano Cruzado.
Medidas extremas desse tipo são sempre traumáticas porque seus efeitos não se restringem ao mercado financeiro. Isolam as emprsas e estigmatizam o país por longos períodos.
É esse o ciclo perverso que aflingiu o Brasil constantemente nas três últimas décadas que o país finalmente se vê LIVRE.
A importância dessa virada pode ser avaliada pelo fato de que, em meio a crise internacional provocada pelo estouro da bolsa imobiliária nos USA, a econômia brasileira sairia incólume.
"Hoje o Brasil comprova a solidez mesmo diante de um cenário internacional de incertezas"
Antes, qualquer espirro em outros países era motivo para o Brasil pegar uma pneumonia. Hoje caminhamos para se transformar em um país normal, isto é, mais previsível e confiável, tendo como base o TRIPÉ DA ESTABILIDADE: regime de metas de inflação, superávite primário em contas públicas e câmbio flutuante.
terça-feira, 4 de março de 2008
Saída de Fidel Castro do Poder
Meio século depois de implantar em Cuba uma versão comuista do velho caudilhismo ibero-americano, Fidel anunciou sua renuncia. Ele saiu porque esta numa fase terminial de uma doença grave. Se tivesse mais fôlego ainda estaria no poder.
Quem mais sofreu com Fidel foram os cubanos. O ditador matou quase 10.000 pessoas ao cabo de julgamentos sumários.
Mais de 2.000.000 fugiram para o exterior. As outras 11 milhões que permaneceram cativos vivem a décadas em estado de penúria moral, miséria física e desesperança, o cardápio clássico das ditaduras.
Durante décadas Fidel foi fonte inspiradora também para os outros países da América Latina. Os latinos se agarraram nas utopias enganosas de Fidel como alternativa para sair da miséria, que viam como resultado da exploração e do desprezo dos USA.
Há muito tempo ficou visível porém que as origens do atraso nos países da América Latina deveriam ser buscadas nas próprias decisões erradas que aqui se tomavam.
Dentre diversas bandeiras burras levantadas por Fidel, algumas são extraordinariamente erradas como sendo um vendilhão da pátria o governo que insistisse em pagar a dívida externa.
Fidel não pedia a chance de incentivar as bandeiras populistas.
Se hoje o Brasil pela primeira vez na história tem ativos positivos de 4 bilhões de dólares na economia é porque vem fazendo exatamente o contrário de tudo que preconizam Fidel e seus seguidores.
Quem mais sofreu com Fidel foram os cubanos. O ditador matou quase 10.000 pessoas ao cabo de julgamentos sumários.
Mais de 2.000.000 fugiram para o exterior. As outras 11 milhões que permaneceram cativos vivem a décadas em estado de penúria moral, miséria física e desesperança, o cardápio clássico das ditaduras.
Durante décadas Fidel foi fonte inspiradora também para os outros países da América Latina. Os latinos se agarraram nas utopias enganosas de Fidel como alternativa para sair da miséria, que viam como resultado da exploração e do desprezo dos USA.
Há muito tempo ficou visível porém que as origens do atraso nos países da América Latina deveriam ser buscadas nas próprias decisões erradas que aqui se tomavam.
Dentre diversas bandeiras burras levantadas por Fidel, algumas são extraordinariamente erradas como sendo um vendilhão da pátria o governo que insistisse em pagar a dívida externa.
Fidel não pedia a chance de incentivar as bandeiras populistas.
Se hoje o Brasil pela primeira vez na história tem ativos positivos de 4 bilhões de dólares na economia é porque vem fazendo exatamente o contrário de tudo que preconizam Fidel e seus seguidores.
O Ano do Cofre Cheio
BANCOS AMERICANOS DERRAPAM NA CRISE E OS BRASILEIROS FATURAM MAIS DO QUE NUNCA.
As instiruições financeiras brasileiras sobreviviam basicamente de emprestar dinheiro ao governo na era da inflação. Agora que reencontraram sua vocação real, de financiar o consumo e o investimento privado, descobriram que podem ganhar muito mais.
O Itaú em 2008 anunciou um lucro de 8.5 bilhões de reais.
Ainda que os bancos continuem ganhando muito dinheiro com a dívida pública, esses resultados espetaculares se devem sobretudo ao forte avanço das operações de crédito no país: 27% no último ano. Soma-se isso ao faturamento com as tarifas e chaga-se ao resultado do ano passado, com os quais as instituições fincanceiras do país se alcançaram ã condição de mais rentáveis do planeta.
Essa fase de ouro salta aos olhos no momento em que os maiores bancos europeus e americanos sangram com perdas bilionárias, resultado da aposta equivocada no mercado imobiliário.
Isso quer dizer que os bancos brasileiros são mais competentes e eficientes do que seus pares nos USA?
R: Não há resposta simples para essa indagação. Os americanos ainda possuem o sistema financeiro mais avançado e dinâmico do mundo. Mas os anos de euforia economica e os juros baixos os levaram a buscar investimentos exageradamente arriscados. Boa parte dessa pirâmide tinha como base hipotecas de risco elevado (suprime). Funcionou por alguns anos.
Com o estouro da bolsa imobiliária, entretando, o esquema ruiu. Estima-se que o buraco financeiro dela decorrente possa somar 400 bilhões de dólares.
Reconhecidament, com mais pessoas ingressando no mercado fincanceiro os bancos passam a faturar alto também com a prestação de serviços - que inclui tarifas bancárias, corretagem e administração de fundos, entre outros.
Isso só é possivel porque o Brasil é um país ainda em desenvolvimento. Nas economias maduras o crédito é dissiminado, e por isso tende a crescer em um ritmo menor. "FOi justamente em busca de lucratividade que alguns bancos americanos expuseram o sistema a um risco muito alto".
No Brasil, ao contrário o crescimento do crédtio é saudável. OS bancos são conservadores no concessão de financiamentos. "Em outras palavras o crédito chegou aqui apenas para as pessoas com bom histórico financeiro, o que não ocorreu nos USA"
É por isso que o mercado brasileiro não sofre com a crise mundial. Ao contrário, é parte da solução em alguns setores industriais.
Numa ironia do capitalismo, os países em desenvolvimento socorrem os chamados de primeiro mundo. Resta saber agora se a economia brasileira conseguirá manter o atual ritimo de expansão em meio a desaceleração do países ricos.
As instiruições financeiras brasileiras sobreviviam basicamente de emprestar dinheiro ao governo na era da inflação. Agora que reencontraram sua vocação real, de financiar o consumo e o investimento privado, descobriram que podem ganhar muito mais.
O Itaú em 2008 anunciou um lucro de 8.5 bilhões de reais.
Ainda que os bancos continuem ganhando muito dinheiro com a dívida pública, esses resultados espetaculares se devem sobretudo ao forte avanço das operações de crédito no país: 27% no último ano. Soma-se isso ao faturamento com as tarifas e chaga-se ao resultado do ano passado, com os quais as instituições fincanceiras do país se alcançaram ã condição de mais rentáveis do planeta.
Essa fase de ouro salta aos olhos no momento em que os maiores bancos europeus e americanos sangram com perdas bilionárias, resultado da aposta equivocada no mercado imobiliário.
Isso quer dizer que os bancos brasileiros são mais competentes e eficientes do que seus pares nos USA?
R: Não há resposta simples para essa indagação. Os americanos ainda possuem o sistema financeiro mais avançado e dinâmico do mundo. Mas os anos de euforia economica e os juros baixos os levaram a buscar investimentos exageradamente arriscados. Boa parte dessa pirâmide tinha como base hipotecas de risco elevado (suprime). Funcionou por alguns anos.
Com o estouro da bolsa imobiliária, entretando, o esquema ruiu. Estima-se que o buraco financeiro dela decorrente possa somar 400 bilhões de dólares.
Reconhecidament, com mais pessoas ingressando no mercado fincanceiro os bancos passam a faturar alto também com a prestação de serviços - que inclui tarifas bancárias, corretagem e administração de fundos, entre outros.
Isso só é possivel porque o Brasil é um país ainda em desenvolvimento. Nas economias maduras o crédito é dissiminado, e por isso tende a crescer em um ritmo menor. "FOi justamente em busca de lucratividade que alguns bancos americanos expuseram o sistema a um risco muito alto".
No Brasil, ao contrário o crescimento do crédtio é saudável. OS bancos são conservadores no concessão de financiamentos. "Em outras palavras o crédito chegou aqui apenas para as pessoas com bom histórico financeiro, o que não ocorreu nos USA"
É por isso que o mercado brasileiro não sofre com a crise mundial. Ao contrário, é parte da solução em alguns setores industriais.
Numa ironia do capitalismo, os países em desenvolvimento socorrem os chamados de primeiro mundo. Resta saber agora se a economia brasileira conseguirá manter o atual ritimo de expansão em meio a desaceleração do países ricos.
Imigração na Europa
Para aumentar o controle sobre os estrangeiros que visitam os países da União Européia - 140 milhões de pessoas todos os anos - o bloco europeu passara a fichar, a partir de 2012 todos os que entrarem em seu território. Usará as informações para construir um banco de dados que terá impressões digitais e a imagem do rosto do estrangeiro. Com isso tentará controlar também a entrada de imigrantes ilegais no país.
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