terça-feira, 4 de março de 2008

Lula surfa na Super-econômia

As crises mais dramáricas enfrentadas pelo Brasil ao longo de sua história devem-se a falta de dólares ou de vergonha na cara para honrar compromissos internacionais assumidos pelo governo e suas empresas.

Desprovidos de qualquer base teórica sólida, governos sucessíveis defenderam, sem enrusbecer, a tese de que o atraso do país se devia a dependência financeira externa. Uma espécie de pecado original.

Lula quando eleito disse que honraria o pagamento da dívida.

Fez mais do que isso. Na semana passada o Banco Central anunciou pela primeira vez na história, que o Brasil passou de DEVEDOR para CREDOR exerno.

Na prática, se todos os países fizessem um encontro de acerto de contas financeiras, o país teria mais a receber do que a pagar.

Com esse feito, o Brasil fica ainda mais próximo do chamado grau de investimento (investment grade) o selo de qualidade concedido as nações que tem baixíssimo risco de dar um calote na sua dívida. Não se pode desprezar o simbolismo desse fato.

A primeira renegociação da dívida externa ocorreu ainda no império, em 1829.

Ao longo de sua história, o Brasil deixou de honrar seus compromissos externos outras seis vezes. A última delas em 1987 no governo de José Sarney, depois do fracasso do Plano Cruzado.

Medidas extremas desse tipo são sempre traumáticas porque seus efeitos não se restringem ao mercado financeiro. Isolam as emprsas e estigmatizam o país por longos períodos.

É esse o ciclo perverso que aflingiu o Brasil constantemente nas três últimas décadas que o país finalmente se vê LIVRE.

A importância dessa virada pode ser avaliada pelo fato de que, em meio a crise internacional provocada pelo estouro da bolsa imobiliária nos USA, a econômia brasileira sairia incólume.

"Hoje o Brasil comprova a solidez mesmo diante de um cenário internacional de incertezas"

Antes, qualquer espirro em outros países era motivo para o Brasil pegar uma pneumonia. Hoje caminhamos para se transformar em um país normal, isto é, mais previsível e confiável, tendo como base o TRIPÉ DA ESTABILIDADE: regime de metas de inflação, superávite primário em contas públicas e câmbio flutuante.

Um comentário:

Danielle Paiva disse...

Queridooo
como leitora assidua deste blog, nao poderia deixar de fazer um breve comentario... hum... adorei!! hehe
continue assim! te apoiarei sempre!!
te amooooo